oxigenio-dapalavra

Entre álcool, solitude e cigarros

a bruma que enerva o meu ser se dissipa ao escrever:
não há morfina que se compare
não há prazer que se iguale
escrever é a minha salvação
entre álcool, solitude e cigarros nasce a minha escrita:
maltratada
incutida
escrachada
o que escrevo não é poesia
não é rima
não é nota dó
o meu rabisco lírico se alimenta das dores do mundo
produz ácido úrico e gera vômitos de sílabas
a minha boemia é progenitora de uma caligrafia desleixada
escrevinha sem querer
escrevinha pra não morrer
quando o grito sufocar
o suicídio parecer perfeito
e a vida um desalinho
escrevo:
you know, as palavras brotam no peito e escorrem pelos dedos.